foto: Priscilla Melo

TAMIRES CARNEIRO

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Preta mulher, professora antirracista, candomblecista/juremeira, nascida e criada na periferia de Camaragibe/PE. Cresci numa família majoritariamente preta, onde as mulheres sempre foram o braço forte da família. Nunca me percebi em outro lugar se não o da negritude, embora a discussão sobre questões raciais não estivessem tão presente de forma direta nas rodas de conversa da família, o pertencimento racial estava ali sempre. Nas histórias contadas para as crianças, sempre pelas mulheres, as vezes por Vovó Dite (a matriarca da família), outras vezes pelas minhas tias; nas rodas de samba e pagode dos meus tios quando se reuniam para as favas dos fins de semana; ou mesmo nos ensinamentos de vovó sobre as plantas e suas utilidades.

 
 
 
 
 
 
 
 
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A compreensão social e política do lugar de mulher negra em que me encontrava e me encontro veio mais tarde, ao acessar a universidade pública. Esse acesso me proporcionou encontros com literaturas, pessoas e reflexões que me fizeram, aos poucos, ir compreendendo que existir enquanto mulher negra no Brasil é por si um ato de resistência.

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Hoje Licenciada em Geografia e Pedagogia, Especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica, Mestranda em Educação, Professora da Educação Básica e estudiosa da Educação das Relações Étnico-Raciais, faço o combate ao racismo de forma diária em todos os espaços que ocupo e acredito na força matrigestora e revolucionária das mulheres negras para a construção de um mundo melhor.

 
 
 
 
 
 
 
 
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